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Este Blog foi criado com o objetivo de auxiliar os alunos com mais eficiência e produtividade.Há o distanciamento físico, mas nos aproximamos por meio digital,assim mantemos a mediação durante a Pandemia do Covid 19, os conteúdos e habilidades continuarão sendo trabalhados pelos meios digitais como o aplicativo CMSP, Classroom, WhatsApp, TV Educação e Youtube, além do meio físico dos materiais impressos. Unidos somos mais. Equipe Mônaco
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
terça-feira, 11 de agosto de 2020
ATIVIDADE DA SEMANA DE 10/08/2020 LÍNGUA PORTUGUESA
PROFESSORA: MARIA CRISTINA 1ªS SÉRIES
A, B, C E D
Argumentar significa expor ideias, manifestar
opiniões, enfim, revelar aquilo que realmente pensamos e acreditamos. Tal
premissa, uma vez remetida ao contexto relacionado à sala de aula, parece
ganhar ainda mais força quando o trabalho didático se volta para o contato com
os diferentes gêneros, os quais retratam como peculiaridade principal o
exercício da cidadania.
A
LEITURA DEVE SER OBRIGATÓRIA?
A
importância da leitura parece incontestável. O escritor e desenhista Ziraldo
costuma repetir que ler é melhor do que estudar. Como professor, concordo com
ele. Estudar muito não leva necessariamente ao hábito da leitura. Em
contrapartida, o hábito da leitura ajuda muito tanto a estudar quanto a ter bom
desempenho nos testes de avaliação.
Quem
lê muito não costuma rejeitar gêneros, “traçando” desde bula de remédio até
poesia e romance, sem deixar de passar pelas histórias em quadrinhos e pelas
notícias de jornal. A leitura de textos literários mostra-se especialmente refinada,
porque sempre leva o leitor a acompanhar os acontecimentos narrados por outra
perspectiva que não a sua. A habilidade de ver as coisas por uma perspectiva
diferente da sua é fundamental para resolver quaisquer dilemas que se
apresentem em casa, na sala de aula, na rua, no laboratório, no escritório ou
no palácio do governo. Essa habilidade se aprende e se estimula com a leitura
de ficção.
Estas considerações podem levar o leitor mais
apressado a concluir que a leitura na escola deve ser totalmente livre e
voluntária. Como já chamei esse leitor de “apressado”, os demais, bons
leitores, perceberam que não concordo com a conclusão. Nos anos 70 do século
passado, defendeu-se a leitura por prazer: os alunos só deveriam ler o que
gostassem. Hoje em dia, para tantos adolescentes isso significaria ler apenas
mensagens de twitter. Na verdade, a escola deve sim encontrar várias formas de
promover o hábito da leitura, mas sem abdicar de indicar regularmente algumas
leituras obrigatórias. Não é obrigatório que o aluno ao final goste da leitura
obrigatória, mas sim que goste da reflexão, da discussão, do debate, da
provocação.
Em
resumo: a leitura obrigatória é obrigatória sim, desde que o professor mostre
seu entusiasmo com as leituras que indica. A leitura obrigatória deve ser
acompanhada de outras formas de estímulo à leitura, a serem inventadas pelo
professor e pelos alunos. Gustavo Bernardo Adaptado de Conversas com um
professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 2013.
1)
No
primeiro parágrafo, o autor defende a seguinte ideia principal sobre a
atividade de estudar:
(A) está ultrapassada
(B) (B) é facilitada pela leitura
(C) (C) é um hábito desenvolvido
(D) (D) é garantia de bons resultados
(E) (E) está relacionada com concursos
2) Em um dos parágrafos, o autor apresenta
os benefícios da leitura de um tipo de texto específico. Esse parágrafo é o de
número:
(A) um (B) dois (C) três (D) quatro (E)
cinco
3)
Nas
linhas 13 e 14, o autor diz que o “leitor apressado” pode chegar a uma
conclusão da qual ele discorda. Neste caso, “apressado” tem sentido contrário
de:
(A) atento (B) limitado (C) agradável (D)
sossegado (E) precipitado
4) O twitter é uma rede social virtual em
que as pessoas enviam e recebem apenas textos muito curtos. Considerando isso,
o ponto de vista do autor expresso na frase citada pode ser caracterizado como:
(A) crítico (B) neutro (C) inexato (D)
otimista (E) infundado
Disponível em : http://www.macae.rj.gov.br/midia/conteudo/arquivos/1384181143.pdf
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
CENAS DO ROTEIRO - 9 ANOC - PORTUGUÊS
ELABORAÇÃO DE CENAS
DO ROTEIRO - APÓLOGO
9 ANO C - PORTUGUÊS
EF69LP07B:Produzir textos em diferentes gêneros considerando sua adequação ao contexto de produção e circulação
EF89LP32:Analisar os efeitos de sentido decorrentes do uso mecanismo de intertextualidade.
CLICK NO LINK E FAÇA AS ATIVIDADES
https://forms.gle/tDxsxa1wpEyARJzu5
NOTÍCIA - 7 ANO C - PORTUGUÊS
Criar Cenas de Roteiro - 6 Anos A/B/C
ATIVIDADES DE PORTUGUÊS
6 ANOS A/B/C
ELABORAR CENAS DO ROTEIRO
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
6° ano EF-ARTE-Teatro (3°Bimestre) Conceitos da linguagem teatral
Vamos conhecer alguns conceitos da linguagem teatral? Leia com atenção e faça anotações no seu caderno de arte.
Ação física: Ação executada pelos atores (teatro/dança/circo) envolvendo voz, gestos e movimentos. Esta ação, aliada a aspectos como cenografia, texto, iluminação, sonoplastia, maquiagem, figurino etc., gera a atuação, que é lida e interpretada pelo espectador, que lhe atribui sentido a partir de seu conhecimento de mundo e de suas experiências anteriores, sentimentos, sensações e emoções.
Adereço: Acessório que compõem o conjunto estético de um personagem.
Comédia: Gênero que explora situações do dia a dia, exagera particularidades do comportamento humano e critica costumes de forma bem-humorada, provocando risos no público.
Cena: Trecho, recorte, fração ou acontecimento dramático.
Cenário: Conjunto de elementos que, combinados, mimetizam ambientes reais, para reforçar a atmosfera onírica do palco.
Construções corporais e vocais: Conjunto de características físicas e vocais pesquisadas, experimentadas e assumidas pelo ator, para a configuração de uma personagem no fazer teatral.
Espectador: Aquele que assiste a um espetáculo.
Esquetes: é uma cena curta (no máximo tem duração de dez minutos). Em sua maioria, os atores atuam e improvisam uma cena com teor cômico.
Farsa: Gênero que, apesar de ser dramático, é cômico, exagerado e extravagante na abordagem de situações cotidianas, valores e relações sociais. Seus personagens são excêntricos e caricatos.
Figurino: Vestimenta utilizada pelos atores para a caracterização de personagens, que identifica suas características, idade, sexo, idade, classe social, profissão, nacionalidade, religião etc. Pode também, indicar uma época, região, estação do ano.
Gestualidade: Conjunto de gestos que caracteriza determinado personagem.
Iluminação: Infinitos recursos que participam e colaboram com a produção de sentido do acontecimento teatral.
Improvisação: Essa técnica possibilita ações espontâneas para o trabalho do ator e do não ator. O improvisador explora seus limites criativos e agilidade criativa. Ela pode ser realizada tanto individualmente quanto em equipe.
Jogo Cênico ou Jogo Dramático: Os jogos cênicos, geralmente, são realizados para explorar a gestualidade e a voz, a partir de temas, desafios e situações corriqueiras.
Desenvolvidos em grupo, onde cada indivíduo elabora por si e com os outros, situações cênicas, utilizando-se de diversos signos visuais, sonoros e corporais.
Maquiagem: Possui diversas funções. No nosso caso, servirá apenas como forma de teatralização da fisionomia.
Personagem: Papel assumido por um ator ou uma atriz a partir de um esboço criado por um autor. Como exemplo, utilizaremos alguns personagens da Commedia Dell’arte.
Personagens da comédia e da farsa: Estes gêneros teatrais não possuem personagens específicos, porém, há particularidades e semelhanças entre eles, como por exemplo: o exagero, a imitação de costumes, a intriga, a paródia, os estereótipos e o deboche.
Performance: Manifestação artística que ocorre em determinado momento (ao vivo), geralmente, em espaços não convencionais para o teatro. Nela, o ator interpreta ideias com liberdade, associa diferentes linguagens, produzindo algo híbrido e impactante.
Relação com o espectador: Por muito tempo, foi esquecido ou considerado sem importância no seu processo de desenvolvimento, mas, atualmente, é visto como parte da obra, afetando-a e sendo afetado por ela. O efeito da atuação do artista sobre o espectador está fortemente ligado ao efeito do espectador sobre o artista.
Relação entre as linguagens teatral e circense: A principal característica a ser observada é a presença do ser humano em estado espetacular, que utiliza recursos dramáticos e expressivos na condução da performance cênica. Há a utilização de roteiros pré-definidos, de improvisação, de personagens, de construções corporais e vocais, de figurinos, de adereços, de iluminação, de sonoplastia específica etc. Embora a formatação do espetáculo seja distinta, ambos podem utilizar espaços diferentes, por exemplo, uma apresentação teatral pode “caber” em espaços nos quais uma apresentação de determinados números circenses, não.
Sonoplastia: Este termo é recorrente em teatro, circo, cinema, rádio e televisão.
Compreende a recriação de sons da natureza, de animais e objetos, de ações e movimentos, ilustrados ou sugeridos sonoramente em cada cena. Contemplava, também, a gravação e a montagem de diálogos, bem como a seleção, a gravação e o alinhamento de música com função dramatúrgica.
Texto dramático: Textos escritos ou adaptados com o objetivo de serem encenados.
1° ano EM-ARTE (3°Bimestre) Conceitos das Artes Visuais
ARTES VISUAIS
Para ampliação de seu repertório pessoal, foram elencados, a seguir, alguns conceitos importantes para o desenvolvimento das atividades que serão realizadas ao longo o 3° bimestre, vamos conhecer?
Mediação cultural
Envolve processos de diferentes naturezas que atuam, investigam e promovem a aproximação entre indivíduos (ou a coletividade na vida escolar ou social), a arte e a cultura. Para além dos espaços dos museus, a mediação cultural envolve todas as linguagens artísticas, o patrimônio cultural, os profissionais, os produtores culturais, curadores, críticos de arte, historiadores, professores, educadores de museus e as mídias, além dos materiais produzidos para essa aproximação, como catálogos, materiais educativos, programas de dança, música, teatro, conversas antes e depois dos espetáculos e desenhos museográficos, entre outras atividades que têm como objetivo, acolher e aproximar o público e que, quando feitas de modo não cuidadoso, podem afastá-lo. A mediação cultural implica uma ação fundamentada e que se aperfeiçoa na consciente percepção da atuação do mediador, que “está entre muitos”, sem considerá-la uma ponte entre dois. O “estar entre muitos” da mediação cultural não pode desconhecer seus interlocutores e a especificidade do público, inclusive daquele que necessita de cuidados especiais. O seu desafio maior é potencializar a experiência estética e estésica em contato com o outro, ou seja, a arte, a cultura e os parceiros da experiência.
Produtor Cultural
Profissional que realiza atividades de produção cultural (atividade relacionada à organização de ações culturais de diversos segmentos como: pré-produção, produção e pós-produção de espetáculos de dança, shows musicais, exposições, peças de teatro etc.). As atividades do produtor cultural envolvem o domínio sobre a legislação relacionada à cultura no país; também se prende às áreas da escrita e elaboração de projetos e do planejamento de ações culturais, desde o processo de escolha de cenário e figurino à busca por parceiros interessados em investir financeiramente no projeto.
Intervenção Artística
São manifestações criadas e organizadas por artistas, utilizando formas criativas, estéticas e poéticas, chamando a atenção do público para questões artísticas, ecológicas, geográficas, sociais, políticas, pedagógicas etc. Essas manifestações acontecem em um local específico ou em um local público, visando fazer novas percepções sobre a arte, atingindo a população próxima. Geralmente, são efêmeras. Isto é, duram o tempo de um deslocamento do ritmo cotidiano para um ritmo poético. Imagine dois ou mais intérpretes de dança de rua ou outro estilo, uma apresentação musical conduzida por um DJ ou um músico, tocando seu instrumento ao vivo, vídeos sendo projetados nas paredes ou objetos artísticos interferindo no espaço da cidade. Agora, imagine essas ações acontecendo enquanto você espera o ônibus ou está andando na praça central de sua cidade! Este tipo de intervenção artística tem o poder de modificar o movimento, o espaço e a percepção do tempo das pessoas que estão transitando no espaço público da cidade. Entre as calçadas das cidades, a Arte tem inspirado muitas pessoas.
Para saber mais:
Intervenção . Disponível em:
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo8882/intervencao . Acesso em: 26 nov. 2019.
INTERVENÇÃO ARTÍSTICA URBANA. Disponível em:
https://www.historiadasartes.com/sala-dos-professores/intervencao-artistica-urbana/ .
Acesso em: 26 nov. 2019.
Faça um resumo do que você aprendeu neste estudo de conceitos das artes visuais e me envie via whatsapp, valendo sua primeira nota do 3° bimestre.
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
9°Ano-ARTE (3° Bimestre) Teatro - Conceitos
8° ano-ARTE (3° Bimestre) Conceitos da linguagem teatral
6° ano - ARTE (teatro) Sondagem 3° bimestre
SEMANA DE ESTUDO INTENSIVO – 2º ANO A e B - PORTUGUÊS
AULA 25/06/2020
SEMANA DE ESTUDO INTENSIVO – 2º ANO - PORTUGUÊS
TEMA DA AULA: A VOZ SILENCIADA
OBJETIVO DA AULA: Texto Narrativo: Romance
ATIVIDADES DE HOJE:
- Conhecer um trecho de “Ursula”, da escritora Maria Firmina dos Reis;
- Discutir a presença do negro nas obras literárias;
- Conhecer a escritora Carolina Maria de Jesus.
Link da aula:
Úrsula é considerado um dos primeiros romances abolicionistas e o primeiro escrito por mulher na literatura brasileira. Nele, Maria Firmina consegue pegar um típico enredo e recheá-lo de críticas e análises sociais, fazendo isso do ponto de vista negro e feminino. Fique conosco para saber tudo sobre o resumo de Úrsula de Maria Firmina!
Resumo de Úrsula de Maria Firmina + Análise
Contextualização da obra
Úrsula é uma obra icônica desde sua origem: é considerado o primeiro romance escrito por uma mulher, no Brasil. Além disso, também é um romance precursor da temática abolicionista, pois é anterior até mesmo à poesia de Castro Alves.
Ainda pode ser visto como o primeiro romance da literatura afro-brasileira, cujo conceito é: produção de autoria afro-descendente que retrata o negro a partir de uma perspectiva interna. Isso porque Maria Firmina nasceu filha de um branco com uma negra, sendo, portanto, afrodescendente.
A autora, sabendo de sua posição social no século XIX, já diz logo no prólogo do livro:
“Pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira, de educação acanhada e sem o trato e conversação dos homens ilustrados.”
Também por este motivo, na obra original, ela publicou utilizando o pseudônimo “uma maranhense”.
Análise geral da obra
Pela primeira vez na nossa literatura houve uma narrativa tão crítica e realmente vivida. Por ser afrodescendente e estar num contexto anterior à Lei Áurea, a autora soube expor o que ela e sua família sentiram e viveram. Até então, só haviam produções de brancos falando sobre os negros.
Apesar de a “heroína” ser branca, a narrativa traz essa visão realística sobre a escravidão e há, dentre os principais personagens, uma tríade de negros com uma participação bem pensada. O trio começa atuando pontualmente e de forma discreta, depois vai crescendo e ganhando representatividade até que, ao final, o leitor já está completamente envolvido por eles e seus feitos.
Além disso, os integrantes estão presentes em cenas que falam muito: no primeiro capítulo “Duas Almas Generosas”, a escritora confronta a ideia vigente na época de que o negro era ruim por natureza. Também retrata elementos da cultura negra como sinônimo de algo forte e bom.
Início do enredo e interpretação – trio negro
O romance inicia-se com Túlio, um cativo genuinamente negro (a escritora não tentou fazê-lo parecer um “negro de alma branca”) que salvou a vida de Tancredo, um cidadão de família rica. A partir deste fato, o narrador deixa claro que apesar das diferenças ambos compartilham o mesmo espírito bondoso.
Quando questionado sobre a melhor forma de ser recompensado, Túlio afirma só desejar que os escravos que cruzarem o caminho de Tancredo sejam tratados com respeito.
Tancredo não só concorda como se mostra incomodado com a situação daquele que o salvou e de seus iguais. Mais que agradecimento, como forma de carinho com aquele que chamou de amigo, também devolveu a Túlio sua liberdade. A partir deste momento, por carinho, gratidão e ingenuidade, Túlio vê-se ligado ao companheiro de alma, Tancredo, e o segue até seu infeliz fim.
Portanto, as falas de Túlio são usadas como denúncia. A atuação de sua personagem não para por aí, ele passa a ser ouvinte e transmissor da história de Suzana e Antero. Suzana, a segunda que compõe o trio, é uma mulher que foi retirada de sua África, separada de marido, filhos e família. Foi jogada em um navio negreiro e presenciou as mais terríveis desumanidades.
Sua história é a representação do processo da diáspora negra: começando com a vida comum em sua terra, passando pelo relato doloroso do navio e fazendo o trajeto que tinha como destino a escravidão no Brasil. Tudo isso é descrito de uma forma que só a sensibilidade feminina seria capaz de captar, fazendo o leitor ter empatia.
Antero, o terceiro negro presente, já traz uma abordagem que fala sobre a África marcada pelo trabalho duro e, também, suas festas e comemorações culturais. Ele era um velho guardião que, agora escravo, trabalhava sem descanso e encontrou na bebida uma forma de suportar as condições de sua existência.
Apesar de não ser descrito da mesma forma sutil que os outros dois, Antero não é representado como alguém impiedoso, mas como vítima. É retratado como alguém que encontrou na falta de sobriedade e de obediência, as formas de garantir a sua própria sobrevivência.
O Romance entre Tancredo e Úrsula
Servindo como pano de fundo de toda a crítica, surge o amor entre Tancredo e Úrsula. Úrsula é descrita como doce, bela e cheia de compaixão, não possui pai e divide a solidão com sua mãe doente. No terceiro capítulo, há a declaração da verdadeira paixão entre o casal, mas há um obstáculo:
O tio da moça, Fernando P., é um homem desprezível. Possui olhar sinistro, violento e rancoroso. Ele cometeu crimes e maltratou sua irmã – a mãe de Úrsula, apenas para poder ter a menina para si. Além disso, é caracterizado como vilão também pela forma com que tratava seus escravos.
Aparentemente, é uma clássica história de amor impossível: uma moça pobre e um homem de família rica, assim como muitas de seu tempo. Porém, logo se nota que as preocupações presentes no romance são outras.
Apesar de ter sido escrito num período de nacionalismo exacerbado, destoa desse momento já que não foca na ideia de indivíduos formados para a nação. Além disso, o modo como mulheres e negros são retratados, também confrontam alguns pontos da mentalidade da época.
Ao final, enlouquecido de ciúmes, o tio vilão mata Tancredo na noite do casamento deste com Úrsula. Isso provocou a loucura e o falecimento de Úrsula que, por sua vez, gerou um remorso enorme em Fernando P. Com esse fato, ele começou a se afastar de sua antiga personalidade e desejar a morte. Contudo, antes de morrer, chegou a libertar seus escravos e até ficar recluso em um convento.
O texto não segue a ideia de final feliz e se aproxima de um romance gótico, trágico. Isso porque, assim, consegue mexer com as emoções do leitor e estabelecer melhor a empatia, gerando mais reflexões.
ATIVIDADES (Caderno do aluno página 114 a 116)
Referente ao texto: A voz silenciada, responda:
1- Qual era a condição das mulheres no Brasil do século XIX, especialmente das mulheres negras?
R=
2- O que mudou em relação ao tratamento dado às mulheres nos dias de hoje, especialmente as pobres, negras e periféricas?
R=
3- Por que o Jovem negro ficou sensibilizado com as recordações da personagem?
R=
4- Você sabe a qual meio de transporte se refere o texto?
R=
5-Qual outro escritor (poeta) brasileiro também escreveu sobre o assunto no mesmo período?
R=
6- É possível perceber duas posturas dos africanos raptados e trazidos pelo navio negreiro. Quais eram essas posturas?
R=
7-Nos trechos lidos há a presença de muitos pontos de exclamação. O que o uso desse recurso confere ao texto?
R=
8- O que você sabe sobre o livro “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, escrito no Brasil no ano de 1960?
R=






















